Nota sobre o ensino remoto na Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
Uma grave crise sanitária atinge nosso país e em especial a cidade de Manaus. Entre diversas consequências, a virtualização das atividades foi a mais incisiva, já que modificou profundamente as relações sociais e de trabalho. Nesse cenário, várias universidades, em especial as particulares, passaram a aplicar conteúdos remotamente.
Nos últimos dias, a Universidade do Estado do Amazonas também propôs está medida. Entretanto, sem nenhuma discussão ou consulta da comunidade acadêmica, entre docentes e discentes.
Antes desta medida ser divulgada, membros do corpo discente da Universidade já se mobilizavam e discutiam sobre as possibilidades a serem apresentadas às instâncias Superiores. O diálogo foi feito em várias unidades e o resultado foi diverso, já que a opinião sobre a aplicação de atividades remotas se dividiu entre aceitar as atividades remotas ou não. Esse fato evidencia que o assunto precisa de esclarecimentos, aprofundamento e principalmente diálogo com a comunidade acadêmica.
A União Estadual dos Estudante do Amazonas compreende que o momento é delicado, novo e imprevisível. Em se tratando de uma Universidade com o tamanho, abrangência e importância da UEA, temos a plena certeza de que o mais interessante nesse momento seria o aprofundamento e extensão do debate entre as unidades, compreendendo a participação ativa de membros do corpo docente e discente, de modo que uma saída construída de forma coletiva e fundamentada no conhecimento científico seja o objetivo a ser alcançado.
A UEE-AM também recomenda que seja dada atenção especial a estudantes que não tenham acesso às tecnologias que permitam o acesso a internet, visto que vivemos em um estado extremamente desigual onde conexão a rede pode ser muito difícil. A desigualdade também é observada quando, observando atentamente, pode-se ver muitos estudantes que podem não possuir os aparelhos necessários para acompanhar as atividades.
Portanto, a União Estadual dos Estudantes do Amazonas se coloca ao lado do diálogo, do debate saudável e também da ciência, de modo que a pandemia e a necessidade de isolamento social não prejudique estudantes, servidores ou a sociedade amazonense.




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